É uma grande experiência, mesmo quando não dá certo e a gente descobre que tudo que quer é voltar para onde morava.
Ver a vida com outros olhos, com referenciais diferentes daqueles em que fomos criados, ouvir diferentes sotaques e maneiras de se chamar as coisas, de pedir café, de comprar pão, de ler jornal e comentar as notícias, tudo isso pode fazer a gente se conhecer muito e descobrir mais sobre si mesmo do que imagina.
Eu não costumava pensar, por exemplo, em como a geografia de uma cidade, suas formas e belezas naturais e o planejamento (ou não) dos espaços urbanos alteravam e produziam os jeitos de se habitar tais espaços, incluindo aí os jeitos de ser e de se colocar na cidade.
Nesse sentido, e apenas nesse, gostei da mudança. Mas estou muito feliz, mas feliz mesmo, que estaremos voltando para casa em 2010.