Mostrando postagens com marcador pessoas queridas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pessoas queridas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Inspiração para a pesquisa, escrita e vivência intelectual

Tem textos que mudam a vida da gente. E professores.
"Mídia, máquinas de imagens e práticas pedagógicas" foi assim. Me abriu os olhos para muita coisa. E me inspirou.
Quando eu crescer, quero escrever como ela.
Obrigada, Rosa!

terça-feira, 30 de junho de 2009

O desafio dos encontros interdisciplinares

Hoje foi a última aula da disciplina de Mídia-Educação que eu cursei no pós da Educação. Fiquei um pouco triste porque a aula era muito legal. E acabou ficando uma sensação de continuar ali, debatendo com aquelas pessoas, escrevendo, lendo mais.
Acho que o ponto alto era contar com uma turma interessantemente interdisciplinar. Tinha gente da Pedagogia, da Música, das Artes, da Linguística, da Educação Física, da Informática, da Comunicação, enfim... A mistura foi muito boa e produtiva.
Mas acho que há um desafio grande em se fazer encontros assim. Não nego que, às vezes, saía irritada da sala por achar que alguns colegas não entendiam algumas especifidades do que eu queria dizer, assim como eu também ficava perdida em alguns assuntos que eu nunca tinha lido a respeito ou ouvido falar.
A professora foi bem legal no gerenciamento dessas diferenças, mesmo nos momentos mais acalorados dos debates. Ela selecionou uma bibliografia muito boa e soube indicar outras para quem precisasse e quisesse se aprofundar em sua área ou tema.
Penso que o grande desafio de econtros assim seja justamente o difícil equilíbrio entre discutir vários temas em diferentes áreas e, ao mesmo tempo, não perder a profundidade e a peculiaridade de cada tema, ou de cada olhar. Me parece bem difícil, mas possível.
Aprendi muito, li muito e abri várias janelas. Foi um bom semestre.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Clube da escrita

É, a vida é assim: às vezes nada de bom acontece e, de repente, uma surpresa maravilhosa...
Fiquei muito feliz com o convite feito por alguns dos meus ex-alunos da fabico (Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS) para fazer parte do clube da escrita, criado pela Natascha e pela Isabela, e agora contando com a participação de muitas outras pessoas igualmente interessantes e queridas.
Infelizmente, perderei os encontros semanais (a "lonjura" dói), mas vou participar à distância postando meus textos sobre os temas escolhidos e fazendo comentários.
Fiquei muito contente e orgulhosa pela iniciativa, que partiu dessas queridas amigas e ex-alunas e, ainda mais feliz por ter conseguido participar do primeiro encontro, que foi muito legal.
O objetivo do clube é desenvolver a escrita criativa. O pessoal  decidiu várias coisas conjuntamente, elaborando até mesmo uma súmula para transformar o clube em uma atividade complementar oficial do curso.
Mesmo que com essa participação distante, fico emocionada de ver o rumo desse projeto. Para quem viveu grandes momentos em aulas que sempre tiveram produções de textos muito bons, é quase como se as sementes jogadas florescessem lindamente, trazendo cores diversas para alegrar nossos dias de leitores e escritores.
Valeu pessoal!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Pepetela na feira do livro

Uma das minhas queridas alunas fabicanas, a Jamille, descobriu que o escritor angolano Pepetela estará na feira do livro na sexta-feira, dia 14 de novembro.
Às 19h30, Pepetela participa de uma mesa sobre Literatura Africana, com João Melo e Jane Tutikian e mediação de Daniel Conte, na Sala Arquipélago - CCCEV.
E às 21h, estará na sessão de autógrafos do seu novo livro "Predadores". Vale a pena conferir.
Depois que li "Jaime Bunda, agente secreto" (2001), me encantei com o jeito dele escrever. É um excelente policial, embora, segundo ele, "seja só o pretexto". Espero ter tempo de ler a continuação, "Jaime Bunda e a morte do americano" (2003).

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Porto Alegre com o meu amor

A semana passada foi diferente: meu amor estava em Porto Alegre.
Tudo ficou mais lindo e contemplativo: as calçadas do bom fim, os almoços vegetarianos e cafés saborosos... Mesmo as filas, os cinemas e os trezentos cigarros na pinacoteca, tudo ficou mais belo.
Na semana que virá, só haverá saudade e lembrança. Mas sorrisos do que passou me tomarão conta, enquanto aguardo por ver teu olhar sereno de novo, me esperando na rodoviária.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Amigas

A sexta-feira acabou ou acabou comigo. O cansaço me matava. Dor nas pernas, quase sem voz, aceitei quase que imprudentemente um convite para encontrar duas amigas. Pensei que ficaria no máximo meia hora. Nada feito. Mas inexplicavelmente (ou nem tanto) minha energia só melhorou. Depois de muita conversa, risos, declarações e cervejinha do garrafas, tudo já tinha se modificado. Só alegria no peito e sorriso no rosto. E penso nas razões pelas quais amo voltar para Porto Alegre cada semana. Amigas assim, como vou encontrar em Floripa?
Obrigada, Ingrid e Laura! Vocês iluminaram meu fim de tarde e meu fim de semana!
Adoro vocês!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Para minha irmã, Ane, no seu aniversário

Para Viver um Grande Amor
Vinicius de Moraes

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.


(Do livro "Para Viver Um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 130.)