sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O Centro de Florianópolis


Hoje foi um dia de resolver burocracias.
Para isso, nada melhor do que uma ida ao Centro. Peguei um ônibus lotado da Trindade até a Mauro Ramos. Desci aliviada perto da Avenida Rio Branco. O dia estava muito nublado, mas ainda não tinha chovido. Fui encontrar o meu amor para almoçarmos e, mesmo com o mapa nas mãos, acabei andando mais quadras do que imaginava.
Foi bom para conhecer um pouco mais do Centro. E acreditem, é um dos lugares mais bonitos de Floripa. Para um porto-alegrense é surpreendente: quase não tem gente pedindo pelamorededeus por um trocado, é muito limpo e tem muito espaço para se caminhar. Mesmo em uma das ruas mais movimentadas, sobra espaço e sobra diversidade. São muitos sotaques nas ruas, além do local, pessoas de várias partes do Brasil (muitos gaúchos e paulistas) compartilham o espaço.
Diversas vezes me pego desconfiada, segurando muito forte a bolsa e olhando para todos os lados com medo de assalto... Bom, esqueci que não estou em Porto Alegre. Aqui é muito mas tranqüilo andar na rua. Os passos se acalmam, sem stress.
As praças são bonitas e freqüentávies. Tem de tudo, óbvio. Mas dá pra caminhar devagar, observando os tipos que jogam, conversam, descansam ou passam apressados para o trabalho.
As pessoas se vestem de uma maneira simples e ninguém fica se julgando, olhando de cima a baixo cada peça de roupa que tu escolheu quando acordou com sono e resmungando. Outro ponto alto de Floripa.
Talvez o Centro (e caminhar por aquelas ruas antigas e com cheiro de mar) seja uma das pequenas partes da cidade que não fazem meu coração sofrer tanto assim de saudade do BOM Fim. É claro que não tem aquelas calçadas enormes, aquelas árvores lindas, o Prato Verde e o Frank Jorge.

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